Repetição pela metade!
Nenhum dos dois acreditava que alguma coisa pudesse realmente acontecer novamente. Estavam na sala dele, mais uma vez, e as coisas começaram a ficar tensas. Manuela vestia uma bermuda jeans escura, blusa branca, casaquinho bege por cima e sapatos de saltos finos altíssimos que a faziam ficar maior do que ele.

Por um momento ele a observava sentada de pernas cruzadas. Observava e pensava coisas que até Deus duvida.

Sua blusa azul combinava com seus olhos claros, calça jeans e tênis, davam-no um ar descontraído e relaxado. Um fino cordão de ouro sobressaindo sob a gola da blusa e seu rosto mais vermelho do que o habitual, por nervosismo ou apenas pelo sol, o mostrava nem tão relaxado assim.

Trocaram palavras até o momento em que Manu levantou e Leandro a agarrou pela cintura beijando-a com vontade. Uma das mãos subiu aos cabelos dela puxando-os devagar enquanto a outra puxava a cintura contra a sua e roçava seu corpo no dela. Leandro encosta-se a uma mesa e a puxa para acompanhá-lo, mas ela se nega.

Após mais alguns beijos e rebolados calorosos, ele levanta a blusa dela e chupa seu seio direito passando a língua devagar naquele peito durinho e delicioso.
Manuela o excita e provoca lambendo seu pescoço, sua orelha, arranhando devagar suas costas e sussurrando baixinho em seu ouvido.

Levado pelo prazer, ele abre sua calça e coloca seu pau para fora, pedindo para ela beijá-lo enquanto se toca. Mais uma vez ela disse não, mas ao vê-lo à beira da loucura, cede. O beija e segura seu rosto lambendo seus lábios e sua língua.

Enlouquecido, ele pede para tocá-la e ela diz não mais uma vez. Mas assim, compensa-o de outra forma. Tira a mão dele e coloca a sua, tocando e beijando-o ao mesmo tempo.
Chega então o momento que talvez ele nunca esperasse que acontecesse e, até por não acreditar que ela o fizesse, não havia pedido. Manuela desce devagar seu corpo, ajoelha e o lambe com carinho. Coloca tudo na boca, não tão bem quanto o faz, pois ele ainda não era merecedor de tanto, mas faz.

Leandro pede a ela que pare, pois não agüenta mais e vai gozar, quando então ela se levanta e observa-o ficar mais vermelho e chegar ao êxtase, despejando no chão seu liquido precioso enquanto a puxa pela cintura e a beija com força.

Eles se ajeitam e ele limpa a sujeira que havia feito no chão. Oferece um café, ela agradece, mas não aceita.

Um clima tenso paira no ambiente e ela o observa com um ar de intriga, sentindo ainda seu gosto em sua boca e tentando desvendar, através dali, seus segredos.
Descem o elevador. Ele, não acreditando no que aconteceu e ela observando a tensão que aquele homem exala, mas ao mesmo tempo tenta esconder.
A partir dali, mais uma vez, cada um seguiu seu caminho sem previsão de retorno. Ela voltando à sua sala e ele sumindo no desconhecido.

Mais uma vez, dedicado à Leandro Carvalho.

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