"Cem escovadas antes de ir para a cama" -

Estou sem tempo para postar, então, segue abaixo um trecho do livro "Cem escovadas antes de ir para a cama", o qual é bastante interessante e conta uma história que muito me apetece. Boa semana!


"Ouvi o interruptor de luz dar o seu clique e depois não consegui ver mais nada.
Percebi passos e sussurros, depois duas mãos abaixaram meu jeans, tiraram o suéter fechado e o sutiã. Fiquei de fio-dental, meias altas e salto agulha. Podia me ver vendada e nua, imaginava no meu rosto apenas os lábios que dentro em pouco iriam saborear alguma coisa deles.
De repente as mãos aumentaram, e agora eram quatro. Era fácil distinguir porque duas estavam em cima, apalpando meus seios e duas embaixo, roçando meu sexo através da calcinha e acariciando minha bunda. Não conseguia sentir o cheiro de álcool de Pino, talvez ele tivesse escovado os dentes no banheiro. Enquanto eu me imaginava cada vez mais dominada por aquelas mãos e começava a me excitar, senti, atrás, o contato de um objeto gelado, um copo. As mãos continuavam a me tocar, mas o copo esmagava a pele com mais força. Assustada, perguntei:


- Quem é, porra?


Uma risadinha no fundo e depois uma voz conhecida:
- O seu barman, tesouro. Não se preocupe, eu só estou trazendo um drinque para você.


Aproximou o copo da minha boca e engoli devagar um pouco de licor de uísque. Lambi os lábios e uma outra boca me beijou com paixão, enquanto as mãos continuavam a me acariciar e o barman me dava bebida. Um quarto homem estava me beijando.


- Que bunda gostosa você tem...- dizia uma voz desconhecida. – Macia, branquinha, dura. Posso dar uma mordida?
Sorri com o pedido engraçado e respondi:
- Faz e pronto, não pergunta. Só quero saber uma coisa: quantos vocês são?
-Fique tranqüila, amor – disse uma voz nas minhas costas. E senti uma língua lambendo as vértebras da minha espinha. Agora, a imagem que eu tinha de mim era a mais sedutora: vendada, seminua, cinco homens que me lambem, me acariciam, me mordem e excitam todo o meu corpo. Eu estava no centro das atenções e eles faziam comigo tudo o que era permitido na câmara dos desejos. Não se ouvia uma voz, só suspiros e carícias.


E quando um dedo enfiou-se devagar no meu Segredo, senti um repentino calor e compreendi que a razão estava me abandonando. Eu me rendia ao toque das mãos deles e sentia bem viva a curiosidade de saber quem eram, como eram. E se o prazer fosse fruto das ações de um homem feio e babão? Naquele momento, eu não importava. Agora me envergonho, diário, mas sei que se lamentar depois de ter feito as coisas não serve pra nada.


- Bom- disse finalmente Roberto – falta o último componente.
- O quê? – perguntei.
- Não se preocupe. Pode tirar a venda, agora a gente vai jogar outro jogo.


Hesitei um segundo antes de tirar a venda, mas depois puxei-a lentamente pela cabeça e vi que eu e Roberto estávamos sozinhos no quarto.


- Cadê os outros? – perguntei surpresa.
- Estão te esperando no outro quarto.
- Que se chama...? – perguntei divertida.
- Hum, sala da fumaça. Vamos apertar um baseado.


Eu queria, com todas as minhas forças, ir embora e deixá-los lá. Aquela pausa me esfriou e a realidade se apresentou em toda sua crueza. Mas eu não podia, agora tinha começado e tinha que ir até i fim a qualquer custo. E fazia isso por eles.
Deu pra entrever as silhuetas no quarto escuro, iluminado só por três velas apoiadas no chão. Do pouco que podia notar, a forma dos rapazes presentes não era feia e isso me consolou.


No quarto, havia uma mesa redonda com cadeiras ao redor. O anjo presunçoso se sentou.


- Você também fuma maconha? – perguntou Pino.
- Não, obrigada, eu nunca fumo.
- Essa não...a partir dessa noite você também fuma- disse o barman, que notei que tinha um belo físico torneado e alto, a pele escura e os cabelos crespos compridos até os ombros.
- Não, desculpe decepcionar você, mas quando eu digo não, é não. Eu nunca fumei, não vou fumar agora e não sei se algum dia fumarei. Acho inútil e , por isso mesmo, deixo pra vocês.
- Pelo menos, não vai nos privar de uma bela vista- disse Roberto batendo a mão na madeira da mesa. Senta aqui.
Eu sentei na mesa com as pernas abertas, os saltos das botas enfiados na madeira e o sexo aberto à visão de todos. Roberto aproximou a cadeira e a vela acesa do meu púbis para iluminá-lo. Apertava o baseado voltando os olhos primeiro para a erva cheirosa e depois para o meu Segredo. Seus olhos brilhavam.
- Comece a se tocar – ordenou ele. Enfiei bem devagarinho um dedo na minha fenda e ele desviou a atenção do fumo para se dedicar à visão do meu sexo.


Por trás, chegou alguém que me beijou os ombros, me tomou entre os braços e me encaixou em seu corpo, tentado entrar com sua haste dentro de mim. Eu estava inerte. O olhar baixo e apagado. Vazio, não quis olhar.


- Ei, não, não...a gente combinou antes...essa noite ela não vai ser penetrada por ninguém- disse Pino.


O barman foi até o outro quarto e pegou de volta a venda negra que antes cobria meus olhos. Vendaram-me de novo e uma mão me obrigou a ajoelhar.


- Agora, Melissa, a gente vai passar o baseado, ouvi a voz de Roberto, e cada vez que um de nós estiver com ele na mão, vai estalar os dedos e tocar sua cabeça, assim você vai entender que ele chegou. Vai se aproximar do escolhido e vai chupar até ele gozar. Cinco vezes, Melissa, cinco. De agora em diante, a gente não vai mais falar. Bom trabalho.
E no meu palato, cinco gostos diferentes se encontraram, cinco sabores de cinco homens. Cada sabor com sua história, em cada poção a minha vergonha. Durante aqueles momentos, tive a sensação e a ilusão de que o prazer não era só carnal, que era beleza, alegria, liberdade. E estando nua no meio deles senti que pertencia a um outro mundo, desconhecido. Mas quando saí por aquela porta, senti o coração despedaçado e uma vergonha indescritível.


Depois me abandonei em cima da cama e senti meu corpo se entorpecendo. Na escrivaninha do quarto estreito eu via o display do meu celular lampejando e sabia que estavam me ligando de casa, já eram duas e meia da manhã. Nesse meio tempo alguém entrou, estendeu-se em cima de mim e me comeu; um outro o seguiu e apontou o pênis para a minha boca. E quando um terminava, o outro descarregava em cima de mim o seu esbranquiçado. E os outros também. Suspiros, lamentos e grunhidos. E lágrimas silenciosas.
Voltei para casa cheia de esperma, com a maquiagem borrada...


Um comentário:

Anônimo disse...

Eu já li esse livro...é muito bom! Recomendo a todos!

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