Devaneios Secretos VIIII- Conversa de mocinha- Por Tara

Esses tempos de estudos andam acabando comigo. A falta de tempo para escrever - e até mesmo viver- faz com que eu me torne robotizado e intelectual além da conta. Uma daquelas pessoas chatas que entendem de tudo e sabem qualquer coisa, sabe? Aquele tipo de gente que me irrita e me faz ter uma ligeira vontade de virar terrorista...

Enfim, terrorismos à parte, não escrevo, mas nem por isso deixo de pensar e, no meio desse meu estudo desenfreado, achei dois poemas –é meio gay, eu sei! Mas sou menininha e às vezes tenho esse ataques. Acalmem-se pois é muito raro- que falamsobre algo importante que o Lê já havia comentado antes, mas agora chegou a minha vez de comentar.

"Moça linda bem tratada
Três séculos de família
Burra como uma porta:
Um amor.

Grã-fino do despudor
Esporte, ignorância e sexo
Burro como uma porta
Um coió.

Mulher gordaça, filó
De ouro por todos os poros
Burra como uma porta,
Paciência (...)

Plutocrata sem consciência
Nada porta, terremoto
Que a porta do pobre arromba,
Uma bomba"

Embora o poema fale sobre a aristocracia na era modernista, as 1ª e 3ª estrofes são relativas também a sexo e, como esse é o assunto da bodeguita aqui (com todo carinho e respeito), estou escrevendo sobre isso.

Lembram que há uma semana atrás o Lê escreveu sobre mulheres burras? Então, na 1ª estrofe do poema, ele diz que a mulher é linda e bem tratada, mas burra como uma porta. Quando já na 3ª, diz que era gorda, porém rica e, assim deve-se ter paciência.

Dá para perceber onde eu quero chegar? Não escreverei novamente sobre o que já foi escrito, mas apenas ressaltar a capacidade masculina eu aturar mulheres gostosas e burras, ou gordas e ricas. Sou mulher, mas sei bem o que digo.

Agora, a minha dúvida é: "Será que eles preferem uma gostosa e burra ou gordinha e rica?" Preste bem atenção que eu disse gordinha, não obesa. Não que eu tenha algo contra as acima do peso, penso que mulher é tudo igual, mas vamos combinar que ninguém merece. Segundo seu Leandro, mulheres são deliciosas e independente de ser gordinha ou não, todas têm seu dom especial, mas nada melhor do que um corpitcho que encaixe perfeitamente ao dele.

Devaneios à parte, o que vocês preferem? Ah, já aviso logo que em razão do próximo poema ser mais gay, sem preconceitos, apenas força de expressão, o próximo devaneio será muito macho e intrinsecamente grosso (para as que gostam de maior atrito!) Hahaha

"Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus – ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo
Porque os corpos se entendem, mas as almas não."

Gente, cá para nós, esse negócio de que quando se ama se faz amor não tá com nada. Lembro-me de um Devaneio que eu e o Lê escrevemos logo no início do blogger dizendo que o amor e o sexo são coisas completamente diferentes. Amor é uma coisa que faz as pessoas quererem o bem das outras. Simplesmente isso. Aquela preocupação desmedida e às vezes até irritante. Tudo bem, que para alguns o amor vem acompanhado de uma dose gigantesca de ciúme e cobranças, mas não creio que isso seja obrigação do amor.

Concordo com o poema quando diz que dois corpos se comunicam. Nada se encaixa melhor do que dois corpos. Odeio aquela baboseira de mulher apaixonada que fica "ele é minha alma gêmea, minha cara-metade...". Façam-me o favor! Sexo é sexo e pronto!
Lógico que existe uma diferença brutal entre fazer com alguém que você gosta ou tem o mínimo de intimidade e entre fazer com um desconhecido, mas não existe essa história de fazer amor.

Acho que está aí a grande diferença entre homens e mulheres com relação ao assunto. Homens encaram sexo como sexo e pronto. Mulheres, como sempre, ficam querendo fantasiar sobre a cama e acabam perturbando a paciência.

Como já disse meu amigo, "O dia em que as pessoas conseguirem separar sexo e amor e outras coisas, encarando o sexo apenas na sua essência, como ele realmente é, fazer sexo será muito mais interessante.

Beijos, meninos!



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