Ser puta e outras questões

Confesso que para alguém que escreve sobre sexo, ainda carrego alguns tabus dentro de mim. Esse ano eu decidi que, em se tratando de ano novo, vida nova. Bom, pelo menos na cama.

A concepção do novo é algo engraçado. A principio, quando este novo nos é apresentado e nos agrada, a sensação é meio que de “dever” cumprido. Aliás, missão cumprida. Quando ocorre o contrário, tomamos verdadeira repulsa do ato anteriormente cometido.

Alguns desses tabus não tem (nova lei de acentuação gráfica!) base alguma.


Por exemplo, eu tinha um grande preconceito com engolir. Primeiro, que achava o gosto horroroso e segundo, que acho isso uma tremenda demonstração de confiança. Não por doença ou pelo parceiro, mas por saber que os homens veem seu liquido como material precioso (assim dito por um deles em uma conversa telefônica um tanto indecente). Enfim, estou repensando estes conceitos.


Outra coisa que eu cheguei a fazer pacto com amigas: nunca faria anal! Mas nem debaixo d’água ou morta. Só a idéia de pensar no assunto me irritava. Hoje em dia eu estou na fase do talvez (que quer dizer: Assim que eu encontrar um homem que mereça e me passe segurança o suficiente para tentar!!).

Porém, embora eu tenha utilizado estes dois exemplos, não é exatamente sobre eles que eu quero falar. É sobre o famoso, mas não mais que o anal, tapa na cara.


Estava lendo uma matéria em um site há pouco, que demonstrava os lados que um tapa na cara, no momento do sexo, pode ter. O de libertação, o de “estupro”, de cafagestagem (essa palavra existe?), dentre outros. A questão é: eu nunca levei na cara. Nem de levinho, nem de brincadeira, nem forte ou de qualquer outro jeito. Acho que ninguém nunca tentou e, além disso, eu nunca dei liberdade para isso. Tenho um amigo que diz que eu tenho personalidade dominadora - mal sabe ele que isso só acontece com quem eu não me entrego (tá, eu já fui pra cama com ele) – mas independente de personalidade ou não, sou muito intensa. Ao mesmo tempo em que posso percorrer todos os pontos de um corpo, a intensidade dessa corrida é o que dita o meu sexo. Tem que ser intenso. Que seja apenas uma vez, que seja simplesmente por ser, porque deu vontade, porque vai passar o tempo, mas se é pra ser, que seja intenso. Agora, intensidade não é confiança ou muito menos, liberdade.


Claro que o tapa na cara está ligado também à submissão, mas muito mais à vontade e confiança. A confiança de você saber que os únicos motivos pelos quais seu parceiro está te batendo é pelo prazer dele (a) e para o seu. Se em algum momento ficar subentendida uma vingança, punição com relação a qualquer assunto fora da cama, acaba a brincadeira. Essa confiança deve ser mútua e coordenada na dose certa, para que não se ultrapasse os limites. É mais ou menos como a história do “é só a cabecinha!”, mas essa os homens nunca respeitam e as mulheres nunca querem que eles o façam.


Essa questão de submissão me remeteu à outra questão. Um assunto interessante surgiu essa semana e eu acabei “transformando” em realidade, mas não tive a oportunidade de escrever sobre. Homens, na maioria das vezes, tem fantasias com putas /garotas de programa. Seja porque suas mulheres em casa são muito dondocas, porque elas não fazem o que eles pedem, porque eles não tem coragem de expor essa fantasia para ninguém ou simplesmente porque gostam.


O fato é que me foi exposta uma fantasia e eu resolvi realizá-la.

Como eu disse, o primeiro impacto de uma situação /experiência pode ser ruim. Primeiro, porque não foi dita da melhor forma e segundo que eu achei se tratar de uma sacanagem maldosa. (Por acaso eu já disse que tendo a ver sempre o lado negativo das coisas? Caso não, estou dizendo agora!) Após algum tempo esfriando a cabeça, cheguei ao ponto culminante da situação. Eu estava diante da fantasia do meu macho e, como sua fêmea, tinha duas opções. Eu poderia me fazer de rogada e perder a oportunidade de uma experiência nova, que me traria mais bagagem e prazer ou eu poderia entrar na brincadeira, dar prazer ao meu homem, adquirir mais bagagem, ter mais coisas para contar aqui e ser outra pessoa por um dia. Alguém adivinha o que eu escolhi? Hahaha


O ponto que eu estou questionando é:o que é ser puta de alguém? Será que quando alguém nos diz “você é minha puta!” em que ser no lado pejorativo /maldoso da situação, já que as putas são mulheres com as quais eles não assumiriam uma relação, ou deveria ser encarado como uma situação em que ele(a) nos deseja tanto que é capaz de projetar e realizar suas mais profundas fantasias ao nosso lado? Ser submisso é tão ruim assim?


Bom, eu AINDA não descobri. Estou, aos poucos, explorando esse meu lado livre de tabus e conhecendo novas sensações. O que eu posso dizer é que só a sensação de saber que o seu objeto de desejo te deseja mais ainda pela sua capacidade de ser quem ELE(A) quer que você seja, independente de qualquer outra questão social, sexual, imaginária, derivativa ou seja lá o que for, é uma das maiores provas de entrega, intimidade e confiança que um casal pode ter, mesmo que esse casal se una somente na hora do sexo.


Beijoselambiidas, Flux.


Ah, já ia esquecendo. O texto muito interessante que me fez ter vontade de escrever sobre o assunto: http://nao2nao1.com.br/tapa-na-cara-tudo-o-que-consigo-dizer-sem-tirar-a-mao-do-seu-corpo/

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1 Response
  1. wowwwwwww
    sabe que eu também?
    to com um projeto de blog porno... mas tipo.. me travo..
    é tão facil fazer..
    AUEHUIEHUIAE

    aaaaaaaaaaaadoro