O pior de todos

Oi, gatos! Quanta saudade! Eu sempre passo por aqui pra contar as minhas boas experiências nas camas alheias. Semana passado eu recebi um e-mail de um amigo perguntando se todas as minhas fodas são boas. Que de uma forma de outra, ou eu devo ser muito boa de cama, ou eu sou tão ruim de cama que acho que tudo o que os outros fazem é muito bom.

Enfim, respondendo a pergunta do meu querido leitor curioso... Não, nem todas as minhas fodas são muito boas. Aliás, a maioria das minhas fodas não são nem boas. Primeiro, porque eu tenho um nível de exigência muito alto e segundo, que os homens – realmente- andam deixando a desejar em muitos quesitos.

Já que você pediu, vou contar a pior foda que eu já tive na vida.

O cara era um gato e eu já queria sair com ele há muito tempo. Já tinha saído de beijinho e abraço, mas ele já era bem mais velho que eu e rolava um medo dele achar que eu ruim ou alguma coisa do gênero. Pra falar a verdade, eu acho que eu não queria mesmo era dar pra ele, sabe? Quando falta aquela vontade máster de ter alguém? Então, isso não rolava. Nos encontramos um dia na porta de uma balada ao lado da minha casa e acabamos desviando o caminho pra casa dele. De inicio ele foi tomar um banho e eu, como tinha acabado de sair de casa e já estava de banho tomado, fiquei sentada na cama já imaginando como seria, o que eu faria, coisas do gênero. Ele saiu do banho de cuequinha box preta que eu adoro e já veio me atacar. Quando eu digo atacar, é no sentido literal da palavra, pois aquele beijo que eu conhecia desapareceu completamente e no seu lugar ficou uma boca com uma língua gigantesca que parecia me engolir. Eu lembro exatamente a roupa que eu estava. Vestido tomara-que-caia preto bem curto, sandálias de saltos altos bem finos, calcinha preta e bolsa preta. Eu tirei minha sandália e ele, sem me dar tempo pra respirar, tirou meu vestido. Depois ele tirou minha calcinha. E começou a me lamber, beijar todo o meu corpo, tudo ao mesmo tempo como quem tem dez bocas e trinta mãos. Fez oral em mim como se fosse um cachorro lambendo um sorvete. Ai foi a minha deixa pra sair daquele desespero e tomar uma iniciativa. Uma coisa eu não posso negar, o cara era delicioso de se olhar. Negro, forte, com um corpo escultural para os seus 37 anos. Deitei ele na cama imaginando o que teria por baixo daquela cueca box e percorrendo seu corpo com a minha boca. eis a minha surpresa quando tirei a cueca do cara. Ele não tinha um pau, tinha uma tora de madeira gigantesca e dura como aço. Putaquiupariu. Agora era relaxar e gozar. Não dava pra correr, eu não podia correr e meu orgulho não me deixaria sair dali sem o serviço feito. Eu o chupava com vontade – encenada, mas existente – até o fim. Eu já não estava muito na pilha, depois que vi o tamanho do negocio, piorou. Sem tocar no quesito pêlos. Ele tinha pêlos e eu odeio pêlos. Até que no saco não eram muitos, mas só o fato de eles existirem e eu estar olhando para eles, já me enjoava. Por fim, foi a hora do sofrimento. Ele me chupou de novo e colocou a camisinha para os finalmentes. Na hora do vamos ver eu quase saí correndo. Quando eu digo que sou guerreira, ninguém acredita, mas fiquei até o fim. Ele não tinha muito jeito pra coisa, era muito grande e eu não estava a fim. A combinação perfeita para tudo dar errado. Até que não deu tanto assim. Ele meteu de frente, depois de quatro, eu sentei, rebolei, fiz o serviço completo e bem feito. Satisfação do cliente garantida. Por fim, assim que acabou, eu levantei e fui colocar a roupa para ir embora. Sabe aquelas cenas de filme onde a mulher está pronta e com a bolsa nos braços em apenas dois segundos? Foi exatamente assim. Logo depois ele veio me pedir pra deitar com ele. Eu, com a cara mais delicada do mundo, olhei e disse:

- Você não vai querer ficar de romance agora, vai?
- Não, pô. Só estou pedindo pra você deitar aqui e ficar um pouco comigo, será que é pedir muito, dona insensível?

Eu deitei. Deitei com o celular na mão para ver a hora. Contei sete minutos no relógio e levantei. Não dava mais pra ficar ali. Eu não conseguiria passar a noite ali nem por uma coisa. Eu não conseguiria ficar muito mais tempo sem rir ou chorar. Uma das duas coisas aconteceriam logo e eu não o queria por perto quando isso acontecesse.
Ele disse que queria dormir, eu disse que queria ir embora. Ele perguntou o porquê do meu desespero pra ir embora. Eu disse que minha mãe ficaria preocupada pela hora, mesmo sabendo que sendo o ultimo dia do horário de verão, o anterior quatro da manhã, eram na verdade três. Entrei no carro. No caminho ele me disse que a noiva dele que morava em São Paulo chegaria no fim do mês, mas que ele estava se sentindo sozinho ultimamente. Perturbou dizendo que queria ir me buscar no trabalho para eu passar a noite com ele. Que cozinharia para mim, faria massagem e eu só pensando na melhor forma de cair fora daquele carro. Na minha mente só passava: não, eu não quero passar a noite com você, dane-se a sua noiva, a qual eu nem sabia da existência até poucos minutos atrás, não dá pra ir mais rápido? Nos despedimos e eu desci do carro. Pedi pra ele ligar quando chegasse em casa pois estava torto de sono e tenho medo quando as pessoas dirigem assim.

Entrei no elevador do meu prédio rindo horrores. O porteiro achou que eu estivesse bêbada. Dane-se. Naquela hora eu só queria chegar em casa, tomar um banho bem quente e me jogar na minha cama. Foi exatamente o que eu fiz. Quando ele chegou em casa, ligou e eu não atendi. No dia seguinte, ligou e eu não atendi. Domingo passado nos encontramos novamente em um evento aqui perto de casa. Eu tenho dois celulares. Ele só tem o numero de um deles, exatamente o que, por acaso eu tinha deixado em casa naquele dia. Quando cheguei em casa, vi a ligação perdida do número dele. Não retornei. No dia seguinte ele me ligou de novo. Atendi. Me chamou pra sair, eu inventei uma desculpa qualquer, que ele percebeu ser uma desculpa qualquer e disse para quando eu quisesse sair, ligasse para ele.

Por que foi a pior? Primeiro porque não tinha química alguma, segundo porque ele era ruim de tudo. De beijo, de oral, de penetração. Ah, sem falar que o pau dele era tão grande, que era torto. Não que essa fosse a razão de ser torto, mas que além de ser enoooorme, era torto. Não gosto de homens que querem fazer tudo ao mesmo tempo. Sou mal acostumada. A maioria dos homens que eu tive de verdade souberam contemplar meu corpo como uma obra de arte. Parte por parte, observando atentamente cores, cheiros, sentidos. Quando chega um doido desses querendo apostar corrida comigo na cama eu largo de mão. Não dou nem a chance de se redimir. Não dou a chance de fazer de novo. Enfim, meninos, tem apenas uma frase que serve de legenda pra essa noite: muita calma nessa hora.

Ah, eu ia colocar também a melhor de todas, mas não posso, pois a pessoa acompanha o blog e ficaria toda se querendo. Homem é assim, não pode falar bem que já se acha picão.

Beijoselambiidas, Flux*

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