O Coringa e o Corinto

Assim como havia dito quatro dias antes, ele tinha cortado o cabelo... e estava liindo.Barba feita, cara de menino, embora tivesse um rosto de macho que me tirava do sério.


Cheguei atrasada na balada, pois estava trabalhando. Vestidinho curtinho preto colado no corpo, sapatos altos, cabelos molhados – não dava tempo de secá-los – maquiagem. Não estava linda, mas estava gostosa.

Entrei no taxi, dei as coordenas para chegarmos ao local. Cheguei, meu amigo me pegou na entrada e subimos para o camarote. Lá estava ele. Blusa preta, bermuda xadrez e tênis. Falei com todos, dei dois beijinhos em cada um enquanto ele me tirava de cima a baixo. O Coringa estava cheiroso e com um copo de cerveja na mão esquerda.


Passados alguns 20 minutos eu já tinha bebido uma dose de tequila e estava com um copo de Absolut na mão, culpa dele, que estava tentando me embebedar. Por sorte não conseguiu. Deu duas da manhã e eu já estava dançando ao lado dele, indo até o chão, rebolando devagar quando sabia que ele estava olhando. Estava entre ele e um outro amigo nosso, e eles trocavam olhares por cima de mim enquanto eu dançava e rebolava de quatro, encostada na parede.


Acabamos saindo de lá antes de todo mundo. Eu queria muito ficar e dançar, mas a vontade de sair com ele também era grande. Passamos pela porta e demos boa noite para os seguranças. Ele abriu a porta do carro para mim e eu entrei, sentando-me no banco do carona e lembrando do dia em que fui confundida com sua namorada por estar sentada no mesmo local.


Ele deu uma volta no quarteirão, entrando no Corinto, o motel mais próximo de onde estávamos. Estava realizando um dos meus desejos mais ocultos. Entramos, garagem, suíte, subimos. Deixei celular e documentos na ‘sala’ da entrada enquanto ele se dirigia ao interior do quarto.


- Você se incomoda se eu tomar um banho? Estava dançando, estou suada... – perguntei.


- Não, de maneira alguma. Acho até que vou te acompanhar, tem problema? – respondeu o Coringa enquanto beijava meu pescoço e apertava minha cintura.


- Fique à vontade. – disse sorrindo.


Fui para o banheiro e tirei os sapatos. Quando fui tirar o vestido ele já estava trás de mim, só de cueca box branca. Me ajudou a tirar o vestido e tirou minha calcinha devagar, compenetrado, como quem estivesse mexendo em algo muito valioso. Beijou meu pescoço e abriu a porta do box para mim. Eu entrei e enquanto regulava a água, pude observá-lo tirando a cueca do lado de fora e entrando. A água estava morna e batia sobre nossos corpos abraçados, enquanto nos beijávamos. Suas mãos passeavam gentilmente pelo meu corpo até que eu desci gentilmente e ajoelhei de frente para ele. Segurei seu pau com uma das mãos, enquanto a outra fazia carinho em sua barriga. Coringa segurava minha cabeça pelos cabelos de leve, me olhando nos olhos enquanto eu direcionava seu pau até a minha boca. Antes de enfiar tudo na boca passei a língua na cabeça, com a outra mão acariciando suas bolas e depois preenchendo meus lábios, minha boca, meus sentidos. Seu sabor percorria toda a minha língua e eu o chupava com vontade, segurando o seu pau com uma mão e enfiando um dedo dentro de mim devagar.


Ele me levantou e chupou meus seios, me dizendo coisas interminavelmente deliciosas enquanto torturava meu sexo até que eu pedisse para que ele me penetrasse. Coringa fecha a torneira do chuveiro e abre a porta, me levando para fora e me apoiando na pia até que eu ficasse de quatro com o rosto de frente para o espelho. Ele coloca a camisinha e se abaixa para me lamber. Enquanto ele me chupa, enfia um dedo devagar sentindo minha bucetinha quente e apertada. Ele levanta e puxa meus cabelos para o lado, mordendo meu pescoço devagar enquanto escorrega para dentro de mim. Uma, duas, três estocadas de leve e eu peço a ele: ‘bota com força, com vontade, vai’ e ele segue meu pedido como se fosse uma ordem, empurrando seu pau com força até o fundo, me fazendo rebolar, segurando meu seio e beijando minhas costas.


Depois ele me vira de frente e me coloca sentadinha sobre a pia, na altura certa para que ele me comesse de frente. Nossos corpos fundidos enquanto nos beijávamos e todo o meu corpo tremia. Meu sexo pulsava, assim como o dele e minha cabeça rodava. Quantos anos eu esperei por esse momento. Quantos anos eu aguardei até fazê-lo sentir o mais doce dos prazeres.


Fomos para o quarto, onde era a minha vez de fazer esforço. Sentei de costas para ele, encaixando seu pau dentro de mim e rebolando com vontade. No primeiro movimento ouvi ele gemer baixinho e me chamar de gostosa. Continuei rebolando, com força, alternando entre movimentos rápidos e fortes, altos e baixos. Fiquei assim por um tempo até que ele não agüentou e pediu para gozar.


- Deixa eu gozar, vai? Eu te como mais, eu faço o que você quiser, mas não dá mais para segurar, você me enlouquece, meu deus, nunca pensei...


E gozou. Gozou deliciosa, plena e lindamente. Eu deitei sobre seu peito ouvindo seu coração bater forte e sua respiração ofegante, beijando sua boca e fazendo o Coringa, que naquele momento, mesmo que fosse só naquele momento, fosse o meu Coringa, prometer que teria o segundo round, já que eu estava insaciável há mais de seis anos.


Continua...



P.S.1: Estou voltando a escrever aos poucos. Voltar à velha forma dá trabalho.

P.S.2: Eu ficaria muitissimo feliz se o senhor Aragorn, herdeiro de Isildur fizesse esse conto chegar às mãos do senhor Coringa. Mas lembre-se, mande apenas o conto, e não o blog.

Beijoselambiidas, Flux*

3 comentários:

Jaque disse...

uau! e ainda continua?

e não veio mesmo a SP, né?


Beijos,
Jaque.

Aragorn disse...

Será como a senhora quer, milady.

Living alone disse...

Oh, inveja desse tal Coringa...

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