A ligação 1
Eu queria tirar aquela historia a limpo. Tinha que tirar. Estava sendo corroída internamente com a possibilidade de ser verdade. Peguei o telefone e disquei o número. Assim, rápido, fácil, sem palpitações ou nervosismo. Ele atendeu do outro lado. Chamou-me pelo apelido carinhoso que nunca morre. Falamos amenidades, a ligação caiu. Nextel interurbano é um saco. Cai toda hora. Ele retornou e continuamos o papo. Eu disse que havia sonhado com ele, ele riu e perguntou o que era. Contei, rimos juntos. Resolvemos o que tínhamos para resolver, trocamos as informações necessárias e logo ele estava com aquela voz rouca de quando está excitado, respirando fundo e me falando o quanto ele me acha gostosa.

‘Só de ouvir a sua voz eu já fiquei com a pica dura aqui. Voe não tem idéia, chega a estar latejando.’

Eu ri da forma mais sacana que eu pude, dizendo que isso não era problema meu e que ele deveria resolver isso com a namorada dele. Ele me respondeu que aquele tesão era meu e que só passaria (ou não) no dia em que comesse meu cuzinho.

‘ Eu posso não ter sido o primeiro, mas ainda vou comer esse seu cu maravilhoso.’

Meu cuzinho apertado, apertando minha bunda grande e meus seios, mordendo meu pescoço. Perguntou quando eu estaria na cidade que ele queria me ver. Avisei o dia e ele disse que me ligaria no fim de semana para combinar.

Acho incrivel essa nossa interação. Essa nossa coisa de que podemos ficar meses ou anos sem nos falar, mas é só ouvir a voz do outro que acende tudo como se fosse a primeira manhã em que saímos. É instantâneo. E é só estar perto que sobe um calor e as palavras somem. Independente de acontecer ou não, o Grandão sempre será meu amigo e meu cuzinho, seu sonho de consumo (até que se torne realidade).
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2 Responses
  1. duda Says:

    a arma secreta
    deve ser preservada
    para o momento estratégico

    e sim
    tem relações que não esfriam nunca
    e tem outras
    que já nascem quentes


  2. Tara Flux* Says:

    Ah, mas isso eu posso dizer da nossa relação: nasceu pegando fogo! E um fogo que não se apaga nunca!

    Bijos, querida. Obrigada pelas visitas e pelos comentários.