Os dois problemas...

A setxa-feira acabou sendo um dia corrido. Cheguei, encontrei com o Grandão perto da rodoviária. O carro parado na esquina. Abraço, beijo, risadas. Ah, quanta saudade eu estava disso tudo. Quando me dei conta minha mão já estava agarrando seu pau por cima da calça jeans. Duro, firme, latejante. A vontade súbita e a consciência. Insistiu pra que me deixasse em casa, achei mais prudente ir de taxi, ja que encontraria com minha mãe no caminho. Marcamos de nos ver na semana seguinte. 

Encontrei minha mãe na rua, fomos para casa. Ao entrar no quarto meu celular grita desesperadamente de dentro da bolsa. 

- Alô?

- Já está no Rio?- ele pergunta.

- Oi! Já sim. Eu tinha dito que chegaria à tardinha. 

- Faz o seguinte: desce e me espera que eu estou passando aí. Tenho que ir pro curso ainda para ganhar presença, mas quero te ver. 

- Você ainda me deve um chopp, esqueceu?

- Não só um chopp, e não, não esqueci. Mas hoje não dá. Sairemos para comemorar depois. Mas desce. Já estou chegando e quero te ver. 

Lembrei automaticamente daquela noite numa rua escura. Avisei à minha mãe que iria a rua comer alguma coisa e desci do jeito que estava. Vestido até o joelho branco tomara que caia, sapatos e cabelos soltos. A noite começava a chegar de levinho, junto com o meu nervosismo. Saí do prédio e o carro metalizado estava pardo um pouco depois da portaria. O trafego intenso de carros naquele horario dificultava  o estacionar. Abri a porta e entrei, sentando ao lado dele. Ah, aquele cheiro, aquela bermuda xadrez que eu amo que marca o pau dele lindamente e a blusa da G-Unit branca. Beijou-me o rosto e arrancou com o carro. Perguntei onde estavamos indo e ele disse que 'ali'. Não demoraríamos, mas deveriamos achar um lugar calmo para conversar. Sei, conversar...

Ele parou o carro naquela, já tão conhecida por nós dois, rua deserta. Ficou me olhando nos olhos e perguntou como eu estava. Logo inclinou seu corpo e m beijou. Foi combustão instantânea e logo eu já estava completmente encharcada. Mentira, pois eu ja me sentia assim desde que ouvi a voz dele o telefone. A mão dele percorreu minha cintura, apertou minha bunda e chegou aos meus seios. Abaixando o lado esquerdo do vestido, colocou um seio para fora e passou a língua macia e quente no bico, sentindo-o eriçado. Minha mão procurava seu pau por cima da bermuda e o encontrou duro, me deixando com uma vontade enlouquecedora de sentir seu gosto novamente. E assim o fiz. Abri o zíper de sua bermuda e o botão, colocando a cueca branca para baixo e segurndo seu pau com firmeza na mão, enquanto beijava sua boca e ele acariciava meus seios. 

Olhando fundo nos seus olhos, lambi a cabeça, passei o indicador, esfreguei na boca. Como eu desejei aquele gosto. Como eu quis que aquele pau estivesse dentro de mim nas noites frias de uma cidade distante quando ele disse que iria me visitar. E meus sentidos inundados por seu cheiro, seu gosto, seu toque, eu podia sentir meu sexo escorrendo de prazer. Ele enfia a mão por baixo do meu vestido e sente meu sexo quente, umido, enfiando um dedo devagar e arrancando um gemido surdo de minha boca. Desespero, vontade, auto-controle. Enquanto ele enfiava o dedo em mim, eu o chupava com vontade, devagar, do jeito que ele gosta, até que ele gozou em minha boca. Eu engoli seu prazer com toda a vontade, querendo prolongar meu desejo. Ele me beijou e colocou o dedo na boca, sentindo meu gosto. Conversamos por mais algum tempo. Eu lembrei que ele tinha hora e eu também. Fez a volta no quarteirão e deixou-me na porta de casa, como sempre. Lembrei-me de um tempo em que ele  brigava comigo por eu andar à noite sozinha na rua, em que me deixava em casa para voltar pra casa despreocupado e eu ria horrores. Sempre nos entendemos bem. Mais fora da cama do que nela, mas esse nunca foi o nosso problema.

Desci do carro e ele beijou-me a boca, perguntndo quando eu estaria na cidade de novo. Respodi que na semana seguinte e ele disse que me ligaria para cumprir a promessa do meu chopp. Não acreditei e entrei no prédio com a calcinh úmida e os sentidos à flor da pele.


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