Mas e depois?
E então acontece. Você conhece alguém interessante, que realmente desperta o seu interesse, com a cabeça no lugar, inteligente, bonito (aos seus olhos), com um corpo maneiro... Enfim, alguém que tenha todos os requisitos que você esperava encontrar em alguém. Tá, mas e aí? Qual o proximo passo?

Quando se está acostumada com coisas diferentes, situações diferentes, relações diferentes, o que parece normal para os outros, para você é um bicho de sete cabeças. Confesso que não namoro há um tempo. Meu ultimo namorado mesmo, em casa, tudo bonitinho foi há dois anos. Lógico que eu não fiquei sozinha esse tempo todo. Teve o Betinho, o Grandão, o Coringa e o Otávio. Posso dizer que nesses dois anos (quase três, na verdade), esses foram os quatro homens que mereceram alguma relevância na minha vida. Uns por sentimento, outros pela amizade, outros por sexo. 

É, mas acontece que de um tempo pra cá - um boom tempo, diga-se de passagem - tudo tem se resumido a sexo. O momento é o importante para mim. Sem aquele mimimi, aquele romance ou a perda de tempo com o desnecessário. É sexo que você quer? Eu também, então vamos. Começa, termina e depois cada um pra sua casa com a pele bonita, sorriso no rosto e sabendo que não tem que ligar no dia seguinte. Quer relação mais prática do que essa?

Aí chega um hora em que você conhece alguém. Assim, do nada, sem pretensão alguma. E o perigo mora exatamente aí, quando você não tem a pretensão (de ir pra cama com ele) logo de cara. Quando não é só tesão, é algo mais. É vontade de conhecê-lo, agradá-lo, conquistá-lo. Não que você não sinta vontade de ir pra cama com ele, mas é que a vontade de conhecê-lo, de saber cada segredo dele, de aproveitar cada minuto com ele é mais importante do que ter um sexo que pode mudar tudo. 

Só que o que fazer quando você está conhecendo a pessoa? Ser cortejada, desejada (mas sem ser tocada, exceto por uns beijos comportados) e outras coisas que caracterizam o 'romance' não estão no meu dicionário. Eu sei seduzir, conquistar, enlouquecer, me apossar, mas não sei ser conquistada. Acho que não e permito a isso. Não acredito nos sentimentos alheios, não assumo os meus sentimentos.

Mas e aí, como dar continuidade quando você não acredita no que vem pela frente? Aliás, quando você se obriga a olhar para ele e dizer 'tem alguma coisa errada com ele' ou 'não é possivel que sejá tão perfeito assim'. Dúvida cruel que anda me dilacerando a alma. Como conceder o beneficio da duvida a alguém se você não o concede a si mesma? Como acreditar nas ligações para saber se está tudo bem, nas confissões de saudade, no fato de ele pegar o carro e vir até a porta da minha casa em um espaço de aula e outro apenas para me ver por alguns minutos?

Como libertar meu coração das marcas do passado e permitir que ele voe mais uma vez? Ó, duvida cruel e dilacerante. Eu sei que a escolha é minha e a porta só eu posso atravessar, mas como saber qual é a porta certa se quem sempre me traz até a porta só consegue enxergar uma parede?

P.S.: Desculpem-me os leitores que passam por aqui esperando por sexo, mas isso estava me atormentando, como outras coisas. Prometo que amanha tem um post beem gostoso para vocês. 
Beijoselambiidas, Flux*.
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