Amêndoa 2
"A chave do paraíso feminino está em toda parte: nos mamilos que se empinam, intumescidos de desejo, febris e imperiosos. Precisam de saliva e carícias. Morder e fazer festinhas. Os seios se animam e só pedem para deixar esguichar seu leite. Querem ser mamados, tocados, colhidos, presos e libertados. Seu orgulho não tem limite. nem seus sortilégios. Eles derretem na boca, se furtam, endurecem e se concentram em seu prazer. Querem sexo. Na hora em que sabem que a brincadeira é boa, ficam francamente lúbricos. Prendem os paus e, tranquilizados, ganham coragem. Às vezes seus mamilos se tomam por clitóris ou mesmo por picas. Vêm se alojar nas pregas de um ânus pudico. Arrombam um buraco que, de tanto aspirar um objeto ou um ser, engole tudo o que aparece: um dedo, um mamilo ou um consolo bem lubrificado. A chave está aonde se deve ir, aonde não se cogita ir: no pescoço, no lobo das orelhas, na prega de uma axila cabeluda, no lóbulo que separa as nádegas, nos artelhos que é preciso saborear para saber o que é amar, no interior das coxas. tudo, no corpo, é capaz de delírio. de prazer. tudo geme e escorre para quem sabe excitar. e beber. e comer. E dar."

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