Meu querido cafajeste...

Estudei na mesma escola a vida inteira, tive amigos que perdi com o tempo e outros que mantive. E com o advento chamado Facebook, reencontrei alguns desses que estavam perdidos. Papo vai, papo vem, o grupo combinou de se encontrar pra tomar uma brejinha, colocar o papo em dia e analisar os corpos pessoalmente, já que a curiosidade estava matando a todos.
Cheguei ao boteco com toda minha cara de pau clássica só pra disfarçar o atraso. Cumprimentei a todos e logo pedi meu primeiro chopp. Minha paixonite de infância estava lá, sentado. Lindo e moreno como mamãe pediu o genro a papai do céu. Mal pude evitar olhar aquele pacote que tem estampado ''Cuidado. Conteúdo canalha.'' Aquele jeitinho de homem que te pega hoje e amanhã só Deus sabe o que será de você.
Tenho uma queda, um tombo, um fraco ou seja lá o que isso possa ser, por esse tipinho e esse sexo casual que ele traz consigo. Pode ser um clichê, mas é impossível o mocinho despertar meu interesse sexual. Gosto dos vilões, daqueles que atiçam minha imaginação e me fazem querer atacá-los assim que eu ponho os olhos neles. Por Que? Porque bom mesmo é o lobo mal, querida, ele é quem te come melhor. O que eu sei é que o tesão que umedecia o meio das minhas pernas aparecera assim que ele sorriu pra mim.
Depois de algum chopps, uns petiscos e muito papo colocado em dia, fomos todos embora juntos. Já tinha rolado um beijo gostoso com uma amiga, mas aquela vontade de dar não me abandonava. Nada substitui um bom pau, na minha humilde opinião. E eu queria o pau dele. Depois de deixar todo mundo em casa, era a minha vez de ir. Eu, ele, altíssimo teor alcoólico e um carro. Paramos na minha porta e na despedida, não pude evitar, rocei os lábios na orelha dele. Soltei uma pequena safadeza e pronto. O cafajeste fez a parte dele. Me puxou pro colo e as mãos trataram de conhecer meu corpo. Ele era todo boca, respiração forte, chupões... era o que eu esperava. Era o que eu tinha procurado e instigado.
Me comeu, me comeu ali no carro, sem muitas voltas e gracejos, com força e sem paciência. Ele queria me machucar e eu queria mais. Apanhei, bati, mordi, fui chamada de piranha e daí? Sexo casual tem que ser assim. Se eu quisesse amorzinho arrumava um filme de romance na Sessão da Tarde. Não que eu não goste de fazer amor, mas pra fazer amor tem que ter aquele climinha. Pra sacanagem, eu só preciso de um pau,  ou uma buceta.
Ele era o que eu queria, o corpo cheiroso, o pau jeitoso e a boca cheia de palavrões. Com ela, marcava cada pedacinho do meu colo e pescoço às mordidas e aos chupões. As mãos apertavam minhas coxas e os dedos alisavam e penetravam sempre que eu dava uma brecha. E mesmo naquela posição incômoda, nós estávamos nos entendendo muito bem. 
Quando me penetrou, afinal, senti cada pedacinho se acomodar dentro de mim e tremi daquele jeito que o Diabo gosta. Nunca soube me conter nesse tipo de situação, acho que o estímulo mais forte pro parceiro é saber que você está mergulhado no prazer e que não está pensando em nada além. Me dedico mesmo, até quando não estou com vontade - o que pouco acontece - dou pra valer. Foi a rapidinha mais apertada e gostosa da minha vida. E cá entre nós? Não me arrependo nem por um segundo.
Dar pra cafajeste é bom e todo mundo devia fazer isso mais vezes.


Beijocas
Capitu


P.S.: Queridos, adoraria receber críticas, sugestões e histórias de vocês. Caso queiram: secretsreveries@gmail.com

2 comentários:

Sorry i cant fly... disse...

''Cuidado. Conteúdo canalha.''
Adorei a história. Atiçou a fome aqui.
Bjlhões Moça Capitu ;)

Capitu disse...

Ah! Que bom que gostou, linda!
Vou trazer mais dessas, com o tempo.
Beijoca

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