Desejo

Se conheceram e desejaram ao primeiro momento. Os olhares profundos, desses que analisam e mergulham no outro foram abrindo espaço para a sedução.
Seduziam-se sutilmente como se o outro não soubesse de seu desejo e assim permaneceram até o dia fatídico em que a vontade subiu a cabeça.

Na escada do prédio comercial, se esbarraram fumando um cigarro. Sob a fumaça, bastou uma troca de olhares para que pulassem em direção ao outro. Ele a agarrou pela nuca e matou toda a vontade num beijo quente, desses que afogam o coração e derretem o corpo. Ela correspondia com a mesma vontade. As línguas se tocando, as mãos tateando os corpos e eriçando os pelos.

A mão dele foi certeira na bunda dela. Apertou e a pressionou contra a parede, já subindo pela coxa. Ela, já sem ar, arranhava de leve as costas dele e levantava uma perna pra senti-lo pressionar contra seu sexo. Sexo esse já molhado e sedento por ser preenchido. Enquanto a boca beijava, a mão descia até a calcinha e constatava toda umidade e calor que ela exalava. Afundou os dedos naquela carne quente enquanto mordia e beijava de leve o pescoço dela. Na mão macia e firme da moça, o pau duro latejava.

Ajoelhou à frente dela e colocou a calcinha de lado. Olhou de relance e sorriu pra ela, que colocou a mão sobre sua cabeça. E assim se fartou do sabor de seu desejo. Afundou a boca e a língua no sexo quente, sentindo o gosto dela escorrer em sua língua e inundar os seus sentidos. Mas ela não aguentou muito. Trocou de lugar com ele e abriu o zíper da calça liberando aquele volume latejante antes preso na calça. E o prendeu novamente em seus lábios, acomodando-o gentilmente em sua lingua. Lambeu, chupou, beijou. E a cada lambida a boceta ficava mais molhada e seu ventre se contraía pela necessidade.

Ele a virou de costas e apoiou no corrimão da escada. De uma só vez, mas devagar, foi sentindo-se escorregar para dentro dela. Quente, apertada, ajustando-se ao membro duro. Segurou a cintura por um lado e esticou a mão até o grelo do outro, metendo devagar e fundo. Meteu, meteu, meteu. Rebolou e mais um pouco sentia as pernas dela tremer, o gemido contido e a respiração arfando.

O tempo era pouco. Ainda extasiada, deitou-se em um dos degraus com as pernas abertas e ele se encaixou sobre ela. As pernas laçaram-se em suas costas enquanto ele entrava e saia gemendo baixo e beijando sua boca. E não aguentou. Com a boca dela na sua e as pernas presas em suas costas gozou. Gozou forte, quente, deixando exalar pelos andares da escada todo o desejo que antes, era contido. Agora, não mais.


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