Lágrimas e beijos

‘Quero de novo sentir seu gosto
No seu ouvido falar besteiras
Te levar além do céu
Me dá tua mão, vem sentir meu corpo
Olha o que esse teu beijo me faz

Fica só um pouco mais’

Fiquei impressionada com a prontidão que ele demonstrou e a preocupação comigo. Em cinco minutos chegou na minha casa, em dez eu já estava aos prantos no carro.  Chorei, esperneei, reclamei da vida e ele ouviu tudo, dizendo que entendia cada palavra do que eu dizia e o que eu estava sentindo. Acabou que depois das minhas confissões, choradeira e agradecimentos, rimos, brincamos, relembramos o passado. Ele insiste em confiar em mim e me contar seus segredos e eu sempre fico rindo da cara dele.

Ficamos nos olhando durante um boom tempo. Olhos nos olhos. Eu, besta, cheia de vergonha. Então ele puxou meu braço devagar e colocou ao redor de si. Deu-me um abraço forte, cheirou meu pescoço e veio me beijar. Resisti durante alguns segundos, mas não deu. A urgência dele era tão grande e estava tão clara que eu me afastei parando o beijo no meio. Olhando-me nos olhos, perguntou qual era o problema e eu, como simplesmente não minto para ele, falei a verdade. Que estar perto dele já me excita horrores. Que o simples som da sua voz faz com que eu queira estar cada vez mais perto, que o beijo dele me faz sentir vontade de sentir seu gosto, de tê-lo dentro de mim.

Encostou seus lábios nos meus devagar e segurou minha mão, levando-a até sua bermuda dizendo: ’você tem o mesmo efeito em mim. Olha o que você faz comigo!’. E quando minha mão tocou seu sexo por cima da bermuda, eu pude senti-lo teso, duro feito pedra, pronto para mim. Aquela bermuda quadriculada que eu adoro. Beijando minha boca com vontade, envolveu-me com seus dois braços pela cintura, segurou meu pescoço, me uxou pra si até arrancar um gemido baixo da minha boca. Pude sentir minha excitação aumentar instantaneamente, meu sexo completamente úmido, a vontade presente. Ah, mas não era dia nem hora para isso. Trocamos beijos quente, outros comportados, nos abraçamos, olhamos nos olhos. O clima era de cumplicidade e carinho. Nada mais era necessário. Nem uma palavra, apenas os olhares e as sensações do toque da ponta dos nossos dedos. 

 Deixou-me em casa, me dando um beijo molhado e macio quando eu saia do carro. Ai, que saudade que eu estava disso!
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