Sexo oral - As crises nossas de cada dia
Ritmoooo, é ritmo de festaaaaaa! (Acho que já fiz essa piadinha por aqui, mas é sempre válido, ne? )

Hoje é aniversário do blog. Caramba, nove anos falando as melhores besteiras que posso e me metendo na vida e na punheta de vocês. Acho que a única "coisa" que tive/fez parte da minha vida por tanto tempo foi meu cachorro (RIP) que viveu 16 anos. 

Então é isso! Parabens pra nós! Pra mim, pra você que lê, pra você que já serviu de inspiração, que já pediu conto, que ja contribuiu de alguma forma com nosso cantinho sensual. 

Eeeeeeee, pra comemorar essa data, meu querido Mr. Marlboro - ele não morreu, virou purpurina e voltou em forma de segredo e me fez um pedido que foi prontamente acatado.  

Vamos lá, falemos de coisas não tão legais, mas necessárias. Relacionamentos, sejam eles amorosos, fraternos ou familiares, tem momentos de problemas e esses problemas podem tomar proporções grandiosas quando não estamos prestando atenção ou quando deixamos questões externas influenciarem negativamente. 

O momento é de crise geral e isso tem reflexos em nossas relações. E como estamos falando de relacionamentos amorosos, pulemos pra parte sexual deles. Sexo, assim como qualquer outra atividade, precisa de alguns ingredientes básicos pra funcionar. 

- Tesão
- Vontade
- Entrega 
- Concentração

Primeiro, vamos estipular a diferença entre tesão e vontade. Tesão é a vontade sexual, de sentir prazer, de se satisfazer. A vontade que coloco no segundo ponto é a vontade de efetivamente fazer alguma coisa e aí é que mora o problema. Essa vontade requer pró-atividade, requer que você coloque os problemas de lado e tome a iniciativa de efetivamente fazer alguma coisa. Dê a chance de sentir e dar prazer, apesar de todos os problemas. 

E por que isso é tão importante? Porque esse é o primeiro passo pro fim de muitos relacionamentos. Surge um problema, o casal se afasta, a vida cotidiana entre em ação deixando tudo entediante, o sexo fica cada vez mais escasso e quando acontece é aquela mesmice de sempre. Com o tempo essa mesmice perde a graça, você deixa de fazer até a mesmice e começa a olhar pro lado, outras pessoas aparecem, se tornam mais interessantes e até ficar sentado no sofá vendo o jornal de uma da manhã é mais interessante do que ir pra cama com seu/sua companheira. E não se esqueça das brigas. No meio disso tem as brigas, que afastam ainda mais um do outro. Seja pela falta de dinheiro, pela toalha molhada em cima da cama ou pela tampa do vaso levantada. Tudo se torna um problema. Até a forma que a pessoa mastiga. 

Nesse momento, antes de tomar qualquer inciativa, você precisa se perguntar duas coisas: 

- Eu ainda amo/desejo essa pessoa? 
- Eu estou realmente disposto a fazer o necessário, inclusive sexualmente pra continuar com essa pessoa? 

Olha, como relacionamento é feito de duas partes, ambas as partes tem sua parcela de culpa. Não adianta jogar tudo no colo do outro porque no fundo, por mais que seu egoismo grite, você sabe que não é bem assim. Seja por fazer algo ou deixar de fazer, a culpa é de ambos. Pode até ser que o peso do cotidiano pese mais pra um do que pra outro e um seja um pouquinho mais responsável do que a decadência do que o outro, mas no fim, estando juntos, a responsabilidade é dos dois. 

Voltando aos alhos e caralhos, sexo, apesar do que a pornografia e Hollywood insistem em nos mostrar, não é aquela coisa linda de deu um beijo na boca e já tá pronto pra meter. Não é miojo, saca?  Nem massa de bolo pronto. Por trás do sexo existem um milhão de coisas que influenciam o ato em si e como diria qualquer psicólogo, se esse problema por trás não é resolvido, você pode ter a melhor pica ou boceta do mundo que não adianta: o bolo vai solar. 

As crises são cíclicas e levam ao fim. Cabe a cada um de nós fazer o esforço que achamos necessário pra manutenção das relações que temos em nossas vidas, inclusive as sexuais. E esse esforço, em se tratando de duas pessoas, deve ser mútuo, porque não ache que só você percebe e sente os problemas. Com certeza, se não está um mar de rosas pra você, também não está pra quem está do outro lado. E aí entra a amizade, cumplicidade, confiança e altruismo. Ás vezes a dois devemos abrir mão de algumas coisas ou desejos pra manter nosso relacionamento. Ou abrir mão do relacionamento em si. Mas pense bem, porque é uma questão de colocar na balança o que é mais importante pra você: a construção de algo real a dois, palpável, mas que nem sempre vai ser perfeito, ou algo que pode ser "perfeito" momentaneamente, mas fugaz, vazio. 

Sexo não é tudo numa relação, mas pesa bastante. E assim como a relação em si, é construído a dois. Demanda muita conversa, esforço, tesão, entrega e tudo aquilo que a gente sabe. Vai além de pau e boceta, boceta e boceta, pau e pau, cus e afins. Existe outra pessoa envolvida, outros desejos, outros gostos e outro corpo. 

A pergunta é:

Você está disposto a aceitar a possibilidade de não ter todos os seus desejos atendidos e continuar, ou está pronto pra desistir? 

Por agora é só. O dever me chama. Mais tarde eu volto! 

Beijos e lambiidas, Flux!

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